Aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama.

A forma em que Deus nos capacita a amar a Jesus mais do que amamos nossos parentes e amigos íntimos não é um mistério total. A dádiva do novo nascimento e do arrependimento – a nova natureza dos filhos de Deus –  é recebida quando vemos a glória do amor de Jesus por nós. Jesus ensinou fariseu severo, que demonstrava pouco amor por Jesus, convidou-o para jantar em sua casa. Enquanto estavam reclinados em volta da mesa baixa, usada pelos povos do oriente médio, uma prostituta entrou na casa e derramou perfume – misturado com lágrimas – sobre os pés descalços de Jesus e enxugou-os com os próprios cabelos. O fariseu indignou-se por Jesus haver permitido tal coisa.

    Jesus, então, fez uma pergunta ao fariseu: se um credor perdoasse dois devedores, um que lhe devia 5 mil, e outro 50 mil, qual deles o amaria mais? O fariseu respondeu: “Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior”. Jesus concordou com e prosseguiu: “Vê esta mulher? Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés”. E Jesus concluiu “…ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama” (Lucas 7.36-48)

    Essa história mostra como o grande amor por Jesus é posto em prática. Ele é o posto em prática quando nos dispomos a ver a beleza de Jesus nos ter amado primeiro. Nós não o amamos primeiro. Ele nos amou primeiro (João 15.16). Nosso amor por Jesus é despertado quando nos arrependemos de nosso pecado (não como o fariseu preconceituoso) e quando provamos a doçura do perdão amoroso de Jesus. Ele nos amou primeiro e despertou nosso amor por ele.

 

John Piper

 

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