PIBG 49 Anos: Vai ter bolo!

Não sei quanto a você, mas a primeira imagem que nos vem à mente quando pensamos em aniversário é a de um bolo. Não importa se a festinha é de uma criança ou da vovó, se de um adolescente ou de um adulto. Na mesa central, ele estará lá: imponente, decorado, provocando nos convidados a expectativa por experimentá-lo.

Quando pensamos em 49 anos da PIB Goiabeiras, pensamos em bolo…

Começamos a imaginar os ingredientes na mesa: ovo, trigo, leite, açúcar e uma pluralidade de ingredientes que se unem para formar o alimento doce e saboroso que abrilhanta a festa. Nessa imagem, nos pomos a vislumbrar a igreja: comunidade que se faz de uma diversidade de pessoas, de uma multiplicidade de rostos, cores, habilidades, histórias e memórias; cada uma delas essencial para o resultado final.

Começamos a imaginar o processo: “Bata o açúcar com a manteiga!”, “Bata as claras em neve!”… Vamos viajando pela imagem do processo. Afinal, um bolo não surge do nada. Há um esforço envolvido, há o tempo de se colocar cada ingrediente na massa. Assim também é a comunidade. Não é obra do acaso, mas de uma longa história de esforços, comprometimentos e entregas, num processo ininterrupto de construção.

Começamos a pensar no forno. Deixe-o bem aquecido, porque bolo se firma no fogo. A massa mole e sem graça ganha forma e firmeza quando exposta ao calor. Ah! Nossos olhos começam a marejar porque lembramos que a comunidade também se fortalece quando enfrenta os “fornos” da vida. Como gostaríamos de evitá-los, se pudéssemos! Mas, percebemos que é na adversidade que aprendemos a chorar com os que choram, a expressar nossas fragilidades e aprender com elas. Desenvolvemos resiliência e descobrimos que as fornalhas podem nos transformar para melhor. Aprendemos que a vida é feita de ambiguidades e até as coisas mais espetaculares podem vir marcadas por momentos difíceis também.

Começamos a pensar na montagem das camadas. A cada camada um novo recheio vai dando ainda mais sabor ao conjunto da obra. Percebemos que 49 anos contêm camadas e camadas de histórias, em que cada geração acrescenta um novo sabor ao colocado pela geração anterior, numa deliciosa construção de subjetividades e coletividades. E, de geração em geração, de camada em camada, o bolo vai ganhando mais corpo, mais beleza, mais fontes de encanto ao paladar.

Começamos a imaginar a obra de arte pronta! Lá está ele, lindo! Bolo é obra de arte que embeleza e alegra! Como é bom perceber que a comunidade também se faz para embelezar e alegrar a vida. Quem é que não se encanta e escancara um sorriso quando vê um bolo de aniversário? Assim também deve ser a vida em comunidade: coletividade promotora de vida, de alegria, de encantamento e esperança.

Começamos a pensar no momento mais especial da festa: a hora de partir o bolo. Afinal, é para isso que se faz bolo: para partir! Impossível não destacar que a igreja é local de partilha, ambiente privilegiado para recordarmos que não devemos viver só para nós mesmos, mas para os outros. O bolo nos lembra que o seu momento mais glorioso é quando será partilhado, quando enfim os rostos se iluminarão pela alegria de receber o alimento tão aguardado. Quando Jesus pediu para nos lembrarmos dele, partiu um pão (poderia até ser um bolo) e disse: Fazei isso em memória de mim! O bolo nos lembra que a centralidade da comunidade está no partilhar a vida, as dores, a casa, as fraquezas, os sonhos, o pão, o Cristo.

É por isso que celebramos esses 49 anos de PIBG dizendo: Vai ter bolo! Somos bolo! Seja bem vindo (a) à nossa festa!

Pr. Heleénder e Anna Eliza

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