Uma comunidade de iguais

Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus”. (Gálatas 3:26-28)

Nos últimos dias, a mídia destacou a onda de protestos de supremacistas brancos nos Estados Unidos. Os participantes desses protestos usavam cartazes com suásticas (símbolo do nazismo) e tochas (uma alusão ao grupo racista Ku Klux Klan – KKK –  uma organização racista secreta, que tem como objetivo intimidar os negros, na maioria das vezes com atos de violência). O pior de tudo isso é que o grupo KKK se denomina um grupo cristão. Sim, é isso mesmo! Um grupo que dissemina o ódio e declara estar disposto a matar pessoas de pele negra para garantir sua supremacia diz que segue Jesus Cristo e é liderado, nos EUA, por um pastor.

Tal fenômeno social  precisa provocar reflexões. Porque, embora o acontecimento se dê fora dos limites das nossas fronteiras nacionais, é lamentável constatar que, mesmo entre os cristãos tupiniquins, o preconceito se instale de forma, muitas vezes, degradante.

É importante salientar que, nas palavras do apóstolo Paulo, Cristo é o fundamento para uma comunidade de iguais. A Bíblia Sagrada nos adverte que nos tornamos filhos de Deus por pura graça, misericórdia absoluta de um Pai amoroso, que é derramada sobre todas as pessoas, sem distinção. É justamente por essa razão que:

            Em Cristo, caem as barreiras étnicas (“não há judeu, nem grego”). Em Cristo, não há espaço para julgar, menosprezar ou desprezar o nosso semelhante por razões de etnia. Sua graça se derrama sobre judeus e gregos, norte-americanos e latinos, africanos e europeus, asiáticos e oceânicos.

Em Cristo, caem as barreiras sociais (“não há escravo, nem livre”). Na comunidade da fé, pessoas dos mais diversos lugares sociais participam da mesma ceia, servem-se da mesma mesa, oram ao mesmo Pai, custam o mesmo preço: o sacrifício de Jesus. A graça de Deus é derramada sobre ricos e pobres. E todos, sem nenhum tipo de discriminação, servem e são servidos na vida comunitária. Na igreja de Jesus, garis e médicos, faxineiras e juízes, ambulantes e grandes empresários, têm o mesmo valor,  podem ter os mesmo dons espirituais e podem olhar-se nos olhos, sem nenhum constrangimento.

Em Cristo, caem as relações desiguais de gênero (“nem homem, nem mulher”). Na igreja de Jesus, as disparidades de gênero vêm abaixo. Não podem resistir. Homens e mulheres são salvos, na forma mais abrangente que o termo salvação pode ter! São iguais em dignidade, potencialidades, oportunidades e tudo o mais.

O Cristo a quem servimos nos oportuniza viver a igualdade na diversidade. A igreja de Jesus é formada por muitos rostos. E é justamente a beleza desse mosaico de cores, fisionomias e histórias de vida que torna a vida na comunidade do Cristo tão singular. Dessa forma, é dever de todos os cristãos lutar contra toda forma de preconceito;  levantar a voz contra toda forma de opressão; ser pacífico, generoso e amoroso para com toda sorte de pessoas. Porque Cristo nos fez diferentes, mas iguais. E é assim que queremos ser: UMA COMUNIDADE DE GENTE DIFERENTE, MAS IGUAL! Sejam TODOS bem vindos!

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