Ser feliz (Parte 7)

Mateus 5:9: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.

Imagine a cena: Você está na sua sala de aula. Haverá uma prova do professor mais temido. Todos estão tensos e comentam entre si que estudaram muito, que se esforçaram ao máximo e, mesmo assim, não estão confiantes. Esse professor costuma ser muito duro, nada flexível e até mesmo sádico na sua forma de conduzir o processo educativo. Há um medo enorme pairando no ar. De repente o professor chega. Silêncio se faz. Tudo parece calmo e parece que a paz reina. Mas, verdadeiramente, há paz?

Essa é uma forma de ilustrar o que estava acontecendo nos limites do Império Romano no tempo de Jesus. Roma estabelecia uma política chamada “Pax Romana”, que proporcionava ausência de conflitos, contudo por meio de seu poderio bélico. Ninguém poderia se opor ao Império e qualquer pessoa que se comportasse diferente do estabelecido pelo governo romano, teria de enfrentar a fúria de seus exércitos, também chamados de legiões. Em outras palavras, a paz romana era uma grande farsa. O que havia era o “pavor romano”.

Jesus entra nesse cenário com uma proposta totalmente oposta. A paz de Cristo baseava-se nos princípios do amor, da generosidade às pessoas dos mais diversos lugares sociais, na valorização dos desprezados e na denúncia de toda a injustiça. A paz que Jesus propõe é real, completa, envolve o ser humano por inteiro e o afeta em todas as dimensões da existência.

É esse sentido de paz que Jesus propõe para a verdadeira felicidade. É essa alegria que preenche aqueles que já entenderam o que é pacificar. Nesse sentido, os pacificadores são apaziguadores, pois não estabelecem a ausência de conflitos pela força, pressão ou medo, mas pelo amor. Não impõem suas vontades, mas se abrem para dialogar. Recusam-se a elevar-se acima dos outros, mas buscam uma vida de equilíbrio e serenidade. Já as pessoas que não agem no sentido da pacificação, são pessoas que gostam de semear contendas, de promover divisões, separações, tensões e ameaças.

Para Jesus, os pacificadores são felizes porque serão chamados “Filhos de Deus”. Afinal, Deus é paz. Jesus é o Príncipe da Paz. Quem anda com Ele, aprende a ter o Seu DNA. Quem promove a paz é chamado de Filho de Deus, porque está aprendendo a ser como Ele é.

Como é a sua atitude nos diversos ambientes que frequenta? Você é alguém que tem aprendido com Jesus a trazer a paz? Ou sua chegada é prenúncio de guerras e divisões? Sua paz baseia-se nas circunstâncias exteriores ou é algo que brota de dentro de você?

Ser um pacificador é, antes de mais nada, receber, na caminhada com Jesus, a paz que excede a todo entendimento. Que nossos corações transbordem da verdadeira paz, para que sejamos capazes de ofertá-la a todos os que conosco convivem.

Pr. Heleénder e Anna Eliza

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